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Cerveja & viagem rrosa em 28 Jul 2010
I Concurso Paulista de Cerveja Caseira e Festival de Inverno da Acerva Paulista
A maioria dos meus artigos é sobre alguma coisa técnica de cerveja mas nem todos. E hoje abro nova exceção para escrever um pouquinho sobre esse maravilhoso final de semana que passou.
Não há muito o que acrescentar, já há várias notícias e artigos sobre o concurso e o festival, que foram de grande sucesso. Mas não poderia deixar de registrar aqui, também, que o concurso e festival de inverno foram muuuuito bacanas e dar os meus devidos parabéns e agradecimentos.
Parabenizo, em primeiro lugar, o Alexandre e a Janaína, pelo concurso e pela grande festa que fizeram no ambiente mais que apropriado de sua microcervejaria, a Cervejaria Bamberg, de Votorantim. Agradeço pela oportunidade de avaliar as cervejas do concurso, que foi uma grata experiência. E agradeço, principalmente, pela homenagem carinhosa que fizeram a mim, ao Botto e ao Mauro, nos agraciando com a primeira edição do Prêmio Wilhelm IV, pelos “serviços prestados à Cultura Cervejeira do Brasil!”
Eu devia ter desconfiado! No início do ano passado, o Alexandre nos convidou dizendo que seria muito legal juntar nós três como jurados… E o bacana é que, como o Mauro observou, nós três estávamos juntos, por coincidência, quando o Alexandre anunciou o prêmio.
A homenagem foi inesperada e nos deixou visivelmente emocionados.



Parabenizo, também, a ACervA Paulista, pela iniciativa em organizar o concurso e o festival em conjunto com a Bamberg e pela organização de primeira classe que fizeram do Festival. Foi uma festa impecável, onde nada saiu errado. Como a festa começou cedo, não houve avanço no buffet, e a comida foi servida sem problemas e ao longo da festa toda. A cerveja foi farta e de ótima qualidade. O espaço foi amplo e agradável.
Aquela primeira visão da fileira de costelas foi impressionante.

E depois a parede de chopeiras foi de deixar babando, e que o Mauro começou fazendo as honras.

Provei, de fato, todas as cervejas caseiras servidas nas chopeiras. Isso foi motivado pela fichinha que eles nos deram, onde uma das perguntas era sobre as três melhores cervejas na nossa opinião. Aí só provando, né!? Cravei uma Belgian Strong Dark Ale em primeiro, que esqueci de quem era. Ouvi outros elogiando essa também. Aliás, o nível das cervejas estava excelente!
Tinham três American IPAs muito boas (uma delas a segunda colocada no concurso e outra do pessoal do Lamas Bier), uma Dry Stout clássica do Alex da Ros, a Oatmeal Stout de primeira da Tati, uma Irish Red deliciosa também do pessoal do Lamas, uma Belgian Specialty Ale interessante do Renato de Mogi (que ele chamou de Tripel, e que tinha anis, cravo e outras coisas, bem interessante), uma Barley Wine com favas de baunilha e maturada em carvalho do Philip, e muitas outras que já não lembro mais. Tinha uma lista bacana de todas as cervejas rolando na festa que seria legal postar em algum blog.
Esse “exercício” de escolher a melhor serviu para tirar uma dúvida que tinha, sobre a avaliação do estilo livre. Posso dizer que nem foi tão difícil escolher a minha preferida. Por um lado, certamente é difícil fazer uma escolha “de acordo com o estilo”. Seria muito difícil eu escolher a Irish Red ou a Dry Stout por mais fiéis que elas estivessem aos estilos e por mais que elas tivessem mais drinkability e eu passasse mais tempo bebendo delas. Certamente uma cerveja com mais, digamos assim, personalidade leva mais vantagem nessa avaliação. Por outro lado, dentre várias cervejas de personalidade, como a Belgian Specialty Ale, a Barley Wine com baunilha e maturada em carvalho, as IPAs e Oatmeal ou Imperial Stouts e a Belgian Dark Strong Ale, é possível sim fazer uma escolha sem muitas dificuldades. Para mim, a Belgian Strong Dark Ale foi a que superou as outras em termos de equilíbrio e complexidade, tanto de aromas como de sabores, e foi a que eu escolhi, mesmo não sendo, no momento, um dos meus estilos favoritos de cerveja.
Eu que inicialmente sempre fui defensor do estilo livre, andei um tanto em dúvida, mas agora volto a ficar animado com ele. Não sei bem a melhor maneira de avaliá-lo, mas um dia chegaremos lá. Acho que eu sempre achei difícil a minha, ou alguma cerveja de algum amigo ou amiga, ganhar, mas dessa vez que eu estava julgando e que estava isento e não conhecia nenhuma cerveja de antemão, as coisas se revelaram com mais clareza na minha frente. E, como em qualquer concurso, a “melhor” cerveja é um conceito um tanto fictício e o que importa é que a cerveja escolhida como a melhor é, no mínimo, uma excelente cerveja e certamente uma das melhores por qualquer critério objetivo, então bola pra frente. O que importa é incentivar a cultura cervejeira.
Uma coisa que achei um barato no festival é que tinha um clima dos encontros de cerveja que fui nos EUA, com aquele dia ensolarado, a tenda armada em algum lugar ao lado de fora, as várias chopeiras a gelo, e muita gente em volta se divertindo. A única coisa diferente era o som alto; lá o som costuma ser um pouco mais baixo e a conversa flui um pouco mais fácil. Mas é só questão de gosto. Curtimos muito.

A festa rolou com muito alto astral, muita amizade, muita democracia, muito espírito de união e definitivamente sem fins lucrativos. É com muito prazer que vejo a ACervA Paulista seguindo esses preceitos tão fundamentais para o crescimento da cultura cervejeira! E é por isso que essa cultura está crescendo a passos largos nesse estado. Um brinde!

Parabenizo também o Marcelo Carneiro, da Cervejaria Colorado, e o Marco Falcone, da Falke Bier, que prestigiaram o evento. O Marco trouxe a sua novidade F5, uma Bohemian Pilsener deliciosa. Tomei algumas tulipas dela e pelo jeito ele tomou muitas! Há dezenas de microcervejarias no estado e centenas no país (estou exagerando?) mas às vezes nem parece que tem tanto. Parabéns a esses três que estão sempre juntos e nos apoiando!

Quanto ao concurso, foi na véspera, também na fábrica da Bamberg. Foi a minha primeira experiência como jurado e foi muito bacana. No meu grupo de jurados estavam o Maurício do Brejas, o Afonso Landini da Turma da Cerveja Artesanal, o Feijão do Obiercevando e o Edu Passarelli do Melograno e foi uma delícia trocar experiência com eles.

A Duda, a Lu e a Tati da Female Carioca foram providenciais em fazer a degustação ocorrer sem maiores problemas. As três primeiras escolhidas do conjunto de jurados foram também as minhas três primeiras, na mesma ordem. Os cervejeiros vencedores foram Guilherme de Santi, Paulo Ferro e Alex Viera, respectivamente (e que aparecem na foto abaixo da direita para a esquerda).

Em uma nota mais particular, agradeço imensamente ao David e à Thais, por receberam a mim e à Duda em sua casa em Campinas, com tanto carinho, e cuidarem tão bem da gente durante todo o final de semana. Agradeço também ao Christoph, que esteve sempre presente e também nos ajudou muito. E por coincidência, David e Thais acolheram ao Botto e ao Mauro, junto com a Tati e a Lu, de sexta pra sábado também. Já tava tudo armado!
Valeu pessoal!
PS: Agradecimentos à Lu e à Duda pelas fotos, mesmo que tenha sido sem o consentimento delas…
Cerveja & viagem rrosa em 26 Nov 2008
Festival de Cerveja Envelhecida em Madeira da Costa Oeste dos EUA e outras aventuras
Chegamos cedo. Um bar de esquina, em uma rua calma, poucas mesas ocupadas e um salão relativamente pequeno. Espalhados pelo bar, cartazes com nomes como “Wet Hopsickle 2008″, “Older Viscosity 2008″, “Beatification”, “Train Wreck of Flavor”, “Lunacy”, “Smoke on the Lager”, “Double Bastard Ale” e assim por diante. Nada menos do que 57 cervejas envelhecidas de alguma forma em madeira e todas servidas na pressão!!! Era o festival de cerveja envelhecida em madeira da costa oeste dos Estados Unidos, organizado pelo Bistro, “Home of Extreme Beers”. No original, “The Bistro’s 3rd Annual West Coast Barrel Aged Beer Festival”.
Devo a ida ao festival a Pete Slosberg, fundador da Pete’s Brewing Company (fabricante da Pete’s Wicked Ale), um dos pioneiros em cervejas artesanais nos EUA. Ele esteve no Rio duas vezes recentemente e entrou em contato com a ACervA Carioca, chegando a participar de um dos nossos encontros. É muito simpático, ótimo de papo e tem várias histórias. Escreveu um livro muito bacana e divertido, com vários fatos curiosos, intitulado Beer for Pete’s Sake: The Wicked Adventures of a Brewing Maverick.
Vim para os EUA a trabalho, por dois meses, e o Pete me convidou pra dar um pulo na California, onde mora; mais precisamente, Los Altos, perto de San Francisco. E quando me falou do festival, não pensei duas vezes.
Na foto abaixo, eu e Pete (com a camisa da ACervA Carioca!), no Bistro, iniciando os “trabalhos”.

Pra começar, US$35 de entrada por dez tickets, cada ticket dando direito a 2 fl. oz. (59ml) de uma das 57 cervejas. Fui lá com o Pete e um amigo dele, Arie. Experimentamos uma boa parte das cervejas, e a variedade era impressionante. Também foi impressionante ver a fileira de torneiras pra servir os chopps.





Fiquei espantado de ver que quase metade das cervejas eram ácidas, fermentadas com pediococcus, lactobacillus e/ou outras leveduras selvagens e bactérias, algumas pertencentes às floras naturais dos barris, além de brettanomyces e do fermento ale ou lager. E impressionado de ver como elas eram apreciadas. De fato, eram as favoritas do Pete e do Arie, que praticamente só pegaram delas. Não sou tão fã assim (ainda) dessas cervejas, mas algumas eram de fato muito boas. Especialmente a que foi eleita a favorita do público, a Vindecation, uma oatmeal stout com 11% de álcool em volume, envelhecida por 12 meses em barril de brandy, com adição de cerejas e algumas bactérias maneiras. E o nome da cerveja ilustra bastante o espírito brincalhão e amigável das pessoas envolvidas nessa cultura. Essa cerveja foi feita por Craig Cauwels, da Schooner’s Grille and Brewery, um brewpub (cervejaria-bar) a noroeste de San Francisco, e batizado em homenagem a Vinnie Cilurzo, cervejeiro e dono da Russian River, em Santa Rosa, bem ao norte de San Francisco, bastante famosa por suas cervejas potentes e lupuladas. Vindecation é um acrônimo para VInnie DEserves a vaCATION! (Vinnie mecere férias!) Hahahahaha!!!!
Vinnie é creditado por ter inventado o estilo Double IPA ou Imperial IPA, e tem uma série de cervejas belgas com nomes terminando em “tion”: Damnation (Strong Golden Ale 7.0% ABV), Salvation (Strong Dark Ale, 9.0%ABV), Perdition (Biere de Sonoma, 6.3% ABV), Redemption (Blonde Ale, 5.0% ABV), Sanctification (100% Brettanomyces, 6.25%ABV), Deification (Pale Ale with Brett, 6.35%ABV), Benediction (Abbey Ale, 6.75%ABV), Erudition (Saison with Brett, 6.5%ABV), Rejection (Belgian Inspired Black Beer for Valentine’s Day, 6.1%ABV). A Russian River esteve presente no festival com três cervejas: Beatification (fermentado 100% espontaneamente com a flora diversa de barris antigos), Consecration (ale escura envelhecida por seis meses em barris de cabernet sauvigon, com passas, brettanomyces, lactobacillus e pediococcus) e a Santification.
A propósito, o Pete, com a sua Pete’s Wicked Ale, leva a fama de ter sido fundamental para estabelecer o estilo American Brown Ale como um estilo novo em competições e viável comercialmente. Estão aí dois exemplos de estilos criados pela incrível escola americana de cerveja, empolgante e inspiradora.
Para continuar nas cervejas ácidas, muitas variações. Algumas stouts, como a Vindecation, algumas barley-wines, várias belgas, e duas “wheat wines” (vinhos de trigo). Provei das duas wheat wines, de curiosidade, e eram bem boas, mas infelizmente não tinham muito sinal de trigo. Além da Vindecation, que levou cereja, uma levou framboesa, outra, pêssego, e outra, grãos de café da Amazônia e cacau da Martinica. Haja imaginação! Aliás, essa com café da Amazônia, denominada Wildcat Bourbon Barrel Sour Coffee Stout, foi a coisa mais curiosa. O autor da cerveja, da cervejaria-bar Valley Brewing, disse que o café é bem particular e dá um sabor de pimenta na cerveja. De fato, é pimenta pura! Já tinha lido sobre cervejas com pimenta mesmo e não imaginava se gostaria delas, pois não sou muito fã de pimenta. Mas o sabor caiu muito bem; uma delícia! E isso do sabor da pimenta vir do café é impressionante.
Das cervejas não-azedas, tinha também de tudo. Stouts, Porters, Imperial Stouts, Barley Wines, IPAs, Double IPAs, Browns, e até uma Smoked Lager, pra não dizer que só tinha ale. Os barris, ou em alguns casos pedaços de madeira para infusão, usados no envelhecimento, eram dos mais diversos: carvalho, carvalho francês, carvalho húngaro, whisky, whisky de centeio, bourbon, Jim Beam, Jack Daniels, brandy, vinho do porto, cabernet sauvignon, merlot e chardonnay.
A minha favorita, que levou o meu voto, foi a OTIS, de Steve Donohue, da cervejaria-bar Firehouse Grill and Brewery, em Sunnyvale, bem perto de Los Altos. Uma Imperial Stout com 11% álcool em volume e envelhecida em barris de bourbon de carvalho por quatro meses. Fiquei muito feliz em saber que ela ficou em terceiro lugar entre as favoritas do público! Isso quer dizer que ela foi a melhor pra boa parte do público! Falei com o Steve, que foi muito simpático e me chamou pra dar um pulo na cervejaria-bar. Fui lá na segunda-feira, com o Pete, e o Steve serviu uma taça de cada umas das cervejas deles. A OTIS não faz parte da lista e, pelo que entendi, é “apenas” mais uma das experiências, ou “brincadeiras”, do Steve. A OTIS estava no fim, mas ele foi bastante generoso e me deus algumas garrafas!!!
Abaixo uma foto minha com o Steve, na Firehouse, com quatro barris contendo novas experiências.

O Pete, com toda a experiência dele, sugeriu levar pro festival a Demoiselle que levei pra ele, pra fazer uma graça lá. Fez sucesso, com direito à seguinte frase do dono do Bistro, Vic Kralj, enviada posteriormente por e-mail pro Pete: “Pete, Thank you for your kind words, I too had a great time. Your friend from Brazil made 1 damm good porter. Until the next time. Cheers, V”. Na foto abaixo estamos nós três com a Demoiselle.

Mais fotos do evento aqui e aqui. E mais informações aqui.
Voltando do festival, o Pete recebeu um telefone de um dos membros de um clube de cervejeiros caseiros da região, o Silicon Valley Sudzers, dizendo que eles teriam um encontro naquele mesmo dia, à noite, e ele estava convidado. Que coincidência! Quem ligou foi o anfitrião do encontro, Nick, um dos caras mais simpáticos que já conheci. Estava com receio de abusar da boa vontade do Pete, mas felizmente ele topou me levar lá, amarradão.

Na foto acima, Nick é o do canto direito inferior. Depois troquei algumas mensagens com o Dan, de verde, que levou algumas cervejas suas pra lá, algumas delas premiadas em alguns concursos recentes. A cerveja mais curiosa que provei dele foi uma tal de Sticke, um estilo alemão tipo versão mais forte de altbier. Tinha uma sabor delicioso de malte que desconfiei ser de uma boa quantidade de malte munique. Ele não lembrava de cabeça, mas depois me enviou a receita: 67% malte munique!
O clube tem umas coisas interessantes. Antes de começar a bebedeira, eles sentam todos corportadamente em volta de um mesa e discutem algumas coisas da associação, fazem alguns anúncios e abrem para uma “apresentação de cervejas”. Na parte de anúncio, contam, entre outras coisas, como foram os últimos eventos. Um deles, uma excursão em ônibus alugado para algumas microcervejarias da região. Outra, de dar mais água na boca ainda, a excursão ao Northern California Homebrewers Festival (fotos aqui), realizado em um Parque (Lake Francis Resort), com centenas de homebrewers acampando! Imaginem a farra! Precisamos fazer excursões assim!
Na parte de apresentação de cervejas, quem quiser leva uma garrafa de alguma cerveja, geralmente caseira, mas não necessariamente, e serve um pouquinho pra cada um. Todos fazem comentários e dão um retorno para o cervejeiro. Só então a bebedeira é liberada. Aproveitei para apresentar a Intrepidus Nocturnum II. Antes de ir pra lá, tinha comentado com o Pete que queria comparar a IN II com a World Wide Stout, uma imperial stout de 18% da Dogfish Head. E não é que ele tinha uma garrafinha dela guardada em sua adega e sugeriu levar pro encontro! Levamos as duas e a comparação foi uma delícia, em parte pra ver como elas têm coisas em comum (nunca tinha provado dela antes) e em parte pra ver que a IN II estava bem melhor, por ter um sabor mais complexo e ser mais seca. Foi uma opinião unânime. Sucesso total! Imaginem, um homebrewing brasileiro chegando lá com uma imperial stout de 15% e desbancando uma cerveja extrema da Dogfish Head!!!! Parabéns Mauro!
Todos do clube foram muito simpáticos. Foi um barato.
No dia seguinte, almoçamos na cervejaria-bar 21st Amendment, em San Francisco. Essa cervejaria tem a particularidade de ser uma micro-cervejaria que comercializa duas de suas cervejas em lata. O Pete já tinha levado umas latinhas dela pro Rio, mas nesse dia tomamos na pressão. Me chamou a atenção uma cerveja nova deles, Dark IPA. Nunca tinha visto uma assim. Na hora pensei que seria uma Stout bem lupulada e o nome era só jogada de marketing. Mas na verdade ela tem, de fato, muito em comum com IPAs e acho que Dark IPA faz muito mais jus à cerveja. Excelente! Gostei tanto que o Pete sugeriu pegar um growler (2 litros) dela pra levar pra casa. Pensei no peso, mas valia a pena. E eles também não cobraram. É bom estar em boa companhia!
Sem contar com as preciosidades que o próprio Pete me deu pra levar pra casa…
Depois passamos no Toronado, um bar em San Francisco com uma quantidade absurda de cervejas na pressão (umas 50 no dia que fui), e que em meados de fevereiro vai fazer também o seu festival, esse de Barley Wine! Clique na imagem abaixo para ampliar e ter uma idéia das cervejas, apesar do reflexo.
Terminamos a noite comendo um caranguejo maravilhoso e típico de San Francisco (”Dungeness Crab”)! Era o início da estação de pesca.
No dia seguinta, ainda passamos na famosa loja MoreBeer. Não tenho nem mais fôlego pra falar sobre isso. Só sei que o Pete comentou com o dono que eu parecia uma criança numa loja de doce! E não resisti e saí de lá com um trocador de calor Shirron Plate Chiller.
Bom, se isso não foi suficiente pra vocês terem uma idéia de como é o cenário de cervejas artesanais na região, dêem uma olhada no Beer Map de San Francisco. Cliquem na legenda para ver o que tem lá de cervejarias e cervejarias-bar. Vejam também a quantidade de lojas pra cervejeiros caseiros. É a minha Pasárgada! Tudo bem que pode não ser região com a maior densidade de cervejarias por habitante (veja o artigo muito bacana A Pasárgada Alemã da Tatiana, do blog das FemAles Cariocas, sobre a região da Francônia, na Alemanha), mas não duvido que seja uma das cidades com a maior variedade de cervejas maravilhosas. O Beer Map lista 475 cervejarias e cervejarias-bar na região do Pacífico nos EUA, mas essa área é muito maior que a Francônia. O Beer Map também lista 345 cervejarias e cervejarias-bar em toda a Alemanha, mas isso pode não estar completo.
Pra terminar, o Pete ainda me ensinou a fazer chocolate no último dia. Preciso dizer mais?



Fui pra San Francisco com a música do Led Zeppelin na cabeça: “Someone told me there’s a girl out there, with love in her eyes and flowers in her hair” (Going to California). Mas nunca imaginei que eu um dia iria pra lá atrás de cerveja, com a flôr, no caso, sendo a de lúpulo!!!
Valeu, Pete!
