Cerveja & Levas & Técnicas rrosa em 02 Abr 2007
Bazooka, eficiência e uma Porter
Nessa época de violência crescente, balas perdidas, governos de terror e ameaças de processos, resolvi me proteger comprando uma bazuca. Ou melhor, resolvi me proteger pacificamente e sem incentivar a violência, comprando uma inocente bazooka screen! Uma espécie de malha de filtragem em formato de tubo para ser conectada à bica de saída da panela de brassagem.
Aqui está a bazooka conectada à bica:
Escondida atrás do mosto na parada de proteína:
E no final da filtragem/lavagem, ao retirar o bagaço da panela, enquanto o mosto já estava a ponto de ferver na outra panela:
A vantagem dessa bazooka é poder fazer a brassagem, a filtragem e a lavagem na mesma panela, economizando tempo, trabalho e até melhorando a eficiência.
Testei a Bazooka na minha leva mais recente, neste domingo (01/abr), uma Robust Porter. Funcionou brilhantemente! No meu caso, o ganho em tempo foi considerável, pois fazia a filtragem/lavagem na mesma panela da fervura, o que significa que tinha que passar o mosto para um recipiente intermediário (um ex-tanque-de-fermentação), lavar a panela de filtragem/lavagem, e transferir o mosto de volta para essa panela, para agora ser usada como panela de fervura. Aí, ao invés de comprar uma nova panela para facilitar esse trabalho, achei que a bazooka seria mais apropriada. E sem dúvida foi!
Devo ressaltar que uma vantagem da bazooka screen em relação ao fundo falso é poder usá-la na panela de brassagem mesmo com fogo direto, pois ela não atrapalha na hora de mexer o mosto com a colher. E disso decorrem as outras vantagens (menos trabalho e maior eficiência).
A título de ilustração, vou comentar essa última leva de Robust Porter. Utilizei três panelas nessa leva:
- Uma panela para aquecer água, de 20L;
- Uma panela de brassagem/filtragem/lavagem, de 32L; e
- Uma panela de fervura, de 38L.
A panela de água serve para aquecer a água para a infusão e para a lavagem. A panela de brassagem virou panela de brassagem/filtragem/lavagem graças à bazooka. A panela de fervura deixou de servir também para a filtragem/lavagem e é usada agora apenas para a fervura.
Nessa leva fiz a brassagem com duas paradas:
- 20 min a 55C (proteína); e
- 60min entre 68-66C (sacarificação).
Foram 5.3Kg de malte. Para poder fazer a brassagem em duas paradas e com infusão, é necessário fazer a parada de proteína com um mosto mais concentrado. Aqueci 8L de água até 59C na panela de brassagem e em seguida adicionei o malte moído, que estava em temperatura ambiente, conseguindo um mosto diluído a 1,5L/Kg e estabilizando em 55C. Após 20min, o mosto estava a 54C. Enquanto isso, aqueci mais 8L de água até 80C e, ao final da parada de proteína, adicionei essa água à panela de brassagem, obtendo um mosto diluído a 3L/Kg a uma temperatura de 65C. Como não obtive os 68C desejados, liguei o fogo e deixei por uns 6 minutos, até chegar a 68C, mexendo para distribuir o calor. Deixei por 60 minutos. Mas no meio da brassagem, após 30 minutos, notei que a temperatura estava em 66C e para evitar baixar mais, liguei o fogo por uns quatro minutos, fazendo a temperatura voltar a 68C. No final dos 60min, a temperatura estava de novo em 66C. Fiz o teste do iodo e pareceu aprovado, apesar de ser difícil de ver o resultado do testo no caso de uma cerveja escura. Aí liguei o fogo e esperei uns 20 minutos até chegar em 78C, sempre mexendo bem para distribuir a temperatura e evitar queimar o malte no fundo:
Notem a colher gigantesca que arrumei! É bem dura e resistente, melhor que as que usava anteriormente, que ou entortavam, ou quebravam, ou mofavam. É de polipropileno, comprada na rua de Sant’ana, Centro, por R$25,00; uma barganha.
Enquanto isso, aqueci 19L de água até 78C na panela de água, para a lavagem. Na verdade aqueci até 80C, contando que quando chegasse a hora da lavagem ela estaria a 78C, talvez tendo que ligar o fogo em alguns momentos para manter isso.
De volta à panela de brassagem/filtragem/lavagem, quando o mosto chegou a 78C, comecei a recirculá-lo, retirando lentamente um pouco do mosto por baixo
e despejando de volta na panela, usando uma escumadeira apropriadamente colocada para espalhar o mosto de maneira cuidadosa.
No início o mosto estava obviamente turvo:
Mas após 20 minutos, já estava um pouco mais límpido:
Dei a recirculação por concluída e comecei a passar o mosto para a panela de fervura, lentamente. Logo em seguida, comecei a lavagem, transferindo a água a 78C aos poucos para a panela de brassagem. Aí estão as três panelas, a menor com água a 78C, a do meio com o mosto e o bagaço a ser coado e a terceira com o mosto filtrado e sem bagaço:
Neste momento estava jogando um pouco de água a 78C para a lavagem.
Além dos 20 minutos de recirculação, foram 60 minutos com a lavagem. Dizem que um dos fatores para uma boa eficiência é fazer a recirculação, a filtragem e a lavagem bem devagar. Chutaria que é para facilitar e aumentar a absorçãos dos açúcares/dextrinas/proteínas/etc. pelo fluido que escoa através do bagaço.
Foram 28L de mosto para a panela de fervura. Após 75 min de fervura, obtive 21.6L de mosto a uma OG de 1.058. Isso deu uma eficiência recorde de 83%!!!
Algumas observações sobre a bazooka e eficiência:
- Dá pra fazer a brassagem, a filtragem e a lavagem na mesma panela, mesmo usando fogo direto, o que facilita muito o trabalho;
- Como não tive que transferir o mosto com o bagaço para uma outra panela, a temperatura na hora da recirculação se manteve alta, começando em 78C e terminando, após 20 minutos, em 76C;
- Conseqüentemente, a temperatura durante a lavagem também foi alta. Isso é bom pois uma temperatura mais alta ajuda a lavar o bagaço;
- Como mencionado acima, uma recirculação e uma lavagem feitas lentamente aumentam a eficiência; e
- Não sei se o meu fundo falso antigo que era meio ruim, mas sempre tinha que usar uma outra peneira fina por fora, para coar o pouco de bagaço que saía junto com o mosto. Isso não foi necessário com a bazooka.
E antes que vocês me perguntem, comprei essa bazooka screen via internet, na loja Northern Brewer. Custou apenas US$16.00 (acho que agora está US$17.50), mas com frete e taxa de importação de 60% sobre o equipamente e o frete, sai um pouco caro. Sai mais caro do que um fundo falso, mas se você tiver que comprar outra panela só para usar o fundo falso, aí a bazooka sai mais em conta e ainda é bem melhor.
Bom, mas por que se preocupar tanto com a eficiência e que diabos é isso?
Uma melhor eficiência significa gastar menos malte para alcançar uma determinada gravidade. E, melhor do que isso, depois de acertar o seu “sistema” (após muitas levas) e obtiver uma eficiência regular, fica bem mais fácil planejar novas levas e repetir levas anteriores. Nitidamente ainda não cheguei nesse ponto, mesmo porque estou sempre mudando alguma coisa no equipamento, mas talvez um dia estabilize…
E afinal o que é essa eficiência?
É uma medida de quanto você conseguiu retirar o que o malte tem para oferecer. Não só do malte, mas de alguns adjuntos também. Se o sistema fosse perfeito, cada quilo de cada malte ou adjunto daria uma certa OG em uma determinada quantidade de mosto. Essa quantidade é chamada de OG potencial. Essa seria a OG real se o sistema fosse perfeito e 100% fosse extraído desses ingredientes. Mas na verdade não conseguimos extrair tudo na brassagem/filtragem/lavagem, apenas uma parte. A proporção entre a OG que obtemos e a OG potencial é essencialmente a sua eficiência.
Para facilitar os cálculos de eficiência, ao invés de se trabalhar com gravidade específica, trabalha-se com pontos de gravidade (gravity points), ou seja, a gravidade específica subtraída de uma unidade e depois multiplicada por mil (GP=1000*(SG-1)). Assim, uma OG de 1.051 equivale a 51 pontos de gravidade.
Assim, cada ingrediente contribui com uma certa quantidade de pontos de gravidade de acordo com a quantidade de malte e o volume obtido na leva. Por exemplo, cada Kg de malte pílsen contribui, em situações perfeitas, com uma OG de aproximadamente 14.5 em uma leva de 20L. Cada Kg de malte cristal claro contribui com 14, escuro, com 13, chocolate, 12, etc.. Valores semelhantes existem para os adjuntos, como arroz, milho, centeio, açúcar de cana, açúcar de milho, mel, etc. Ressalto que estou arredondando os valores acima a título de ilustração, pois os valores exatos variam até em função do produtor de cada tipo de malte. Por exemplo, segundo os dados do BeerTools Pro, o malte pílsen da Crisp dá uma pontuação de 15.09, o da Dingemans, 14.59, o da Cargill, 14.5, e o da Weyermann, 14.17. Gostaria de saber o da Agromalte.
Dada uma certa receita, calcula-se a contribuição dada por cada malte e cada adjunto e obtém-se a OG potencial da receita. Por exemplo, vamos supor uma Porter com a seguinte receita:
- 4 Kg de Pílsen;
- 300g de Cara-aroma;
- 300g de Carafa;
- 400g de Arroz;
- 100g de Açúcar Invertido;
A receita que usei na verdade é bem diferente dessa e não levou nem arroz nem açúcar. Coloquei essa só para ilustrar melhor.
A OG potencial em pontos de gravidade de cada item por 1Kg em 20L é a seguinte:
- Pílsen: 14.5;
- Cara-aroma: 13;
- Carafa: 12;
- Arroz: 16;
- Açúcar Invertido: 19;
Então, para uma leva de 20L e levando em consideração as quantidades de cada item na receita, temos uma OG potencial de
OGPP = 14.5*4 + 13*0.3 + 12*0.3 + 16*0.4+ 19*0.1=73.8
Então a OG seria 1.074 se o sistema fosse perfeito. Mas como mencionado acima, não conseguimos extrair tudo isso, e proporção entre a OG que obtemos e a OG potencial (em pontos de gravidade) é essencialmente a sua eficiência. O único detalhe dificultando essa conclusão é que a extração da densidade no caso do açúcar independe da brassagem/filtragem/lavagem. O açúcar (seja invertido, refinado de cana, de milho, “candy”, mascavo, ou até mel) é totalmente extraído. Sempre temos uma eficiência de 100% no açúcar. Só o que depende de brassagem ou pelo menos de lavagem (importante no caso de partial mash) é sensível à eficiência do seu sistema. Assim, temos que separar a gravidade potencial entre a parte que depende desses fatores e a parte que não depende:
OGPP1 = 14.5*4 + 13*0.3 + 12*0.3 + 16*0.5 = 71.9
OGPP2 = 19*0.1 = 1.9
Aí, se a sua eficiência for de 80%, então teremos uma OG, em pontos de gravidade, de
OGP = 0.80*71.9+1.9 = 59.42,
ou, arredondando, uma gravidade específica de
OG = 1.059.
Se por outro lado a sua eficiência for de 70%, teremos
OGP = 0.70*71.9+1.9 = 52.23,
ou
OG = 1.052.
Eu já cheguei a ter uma eficiência de 50%, nesse caso a OG seria de apenas
OGP = (0.50*71.9+1.9) = 37.85,
ou
OG = 1.038.
Uma grande diferença, não!?! Uma boa eficiência pode significar, por outro lado, uma grande economia de malte!
Devo ressaltar o fato de que a eficiência depende da quantidade de mosto obtido no final do processo. O costume é calcular a eficiência baseada na quantidade de mosto obtido no final da fervura, portanto incluindo o que vai ser perdido para o trub e o que pode vir a ser produzido em excesso, que não cabe no fermentador (e que pode ser esterilizado em uma panela de pressão e guardado para propagar fermento, por exemplo). O cálculo acima foi feito baseado em uma gravidade potencial de cada Kg de malte para 20L de mosto, e essa pontuação deve ser devidamente corrigida caso o volume no final da fervura seja diferente. Eu normalmente almejo um volume entre 22 e 23L, para não me preocupar com o trub. No início eu sempre ficava chateado quando só conseguia 17 ou 18L, mas agora prefiro pecar pelo excesso e desperdiçar mosto.
Lembro que os dados acima são apenas para ilustrar essas idéias e valores mais precisos para as gravidades potenciais de cada componente da receita devem ser utilizados para uma precisão maior. É claro que eu não faço essas contas “na mão” todas as vezes. É para isso que criei a calculadora na minha página (selecionar Calcularte no menu da página da Cervejarte). Por falta de tempo, ainda não pude melhorar essa calculadora; gostaria de dar a opção de gravar as receitas e aumentar as opções de maltes, adjuntos e lúpulos. Mesmo assim ela me foi muito útil no início, mas confesso que agora estou usando o BeerTools Pro, que além de fazer todas essas contas, faz também outras (adição de água para infusão, etc.), grava as receitas e tem um layout bem mais bonito. Aqui vão dois screenshots do BeerTools, um mostrando que a receita se enquadra no estilo Robust Porter:
E outra com o gráfico da brassagem/lavagem/filtragem:
Não sei se dá pra ver direito (se clicar na imagem aparece uma maior e mais nítida), mas os valores estão um pouquinho fora do correto pois o sistema ainda não está calibrado. Mesmo assim isso ainda é bem útil na hora de planejar o processo.
Vou terminar exibindo a pré-Porter indo para o tanque de fermentação:

Espero ter sido claro o suficiente e que essas informações sejam úteis.
Aquele abraço,
-R.











em 4 de Abril de 2007 @ 08:42 1.João Veiga disse:
Ricardo
Ao ler tudo isto, vou começar a chamá-lo de Mestre !!
Muito interessante todo o seu processo, mas o que me chamou mais a atenção, foi quando você por duas vezes comenta que, como a temperatura desejada não foi conseguida, ligou o fogo por mais 4 ou 6 minutos e aí pergunto:
a) durante esses minutos adicionais, você mexe o mosto ou não ?
b) Em qualquer outra cerveja você também pratica isto, ou é apenas na Porter ?
Um abraço
JV
em 4 de Abril de 2007 @ 09:30 2.Ricardo Rosa disse:
Oi, João!
Sim, sempre fico mexendo o mosto quando coloco fogo direto, mas não quando o fogo está desligado.
E não fiz isso só na Porter. Depende do(s) intervalo(s) de temperatura que escolho para a sacarificação e do tempo da(s) parada(s). Ligo o fogo só se precisar esquentar para manter a temperatura no intervalo.
E você não me chamaria de mestre se soubesse que depois daquelas contas todas a minha Belgian Wit saiu com gosto de suco de laranja! Mas obrigado assim mesmo!
Aquele abraço,
Ricardo
em 10 de Abril de 2007 @ 18:07 3.thais disse:
nossa, eh soh ir fuçando q jah descubro mais “arte” hein…
parabéns pai!
saudades
p.s.: nao li td nao, aliás nem entenderia mta coisa…mas vc eh demais
beijao!
em 15 de Fevereiro de 2008 @ 09:45 4.Flávio disse:
Ricardo, eu havia visto esse estilo de lautering (com a bazooka screen) num artigo
http://brewingtechniques.com/library/backissues/issue2.3/schmidling.html
e é sempre show ver aplicado na prática, com resultados positivos.
Perguntas, se vc sentir-se inclinado a responder, por favor
, para sanitização e outras funções? O John Palmer, do site/livro “How to brew” sugere o Star San, com a vantagem de não pecisar de rinse (ao contrário da popular água sanitária, que sem a água quente mantém o gosto medicinal na cerveja). No site da 5 star tem outros produtos que parecem interessantes, como o 5.2 pH, que mantém o pH do mash em 5,2.
- você já experimentou usar um termômetro digital, daqueles com probe que fica no mosto, conectado por um cabo ao display digital? Vi outro dia numa foto, achei bemmm melhor que o analógico que eu estava usando — ao menos quando a panela do mosto estiver com tampa;
- vc conhece e usa os produtos da 5 star chemical (não sou vendedor não
Saudações
Flávio
em 15 de Fevereiro de 2008 @ 13:37 5.rrosa disse:
Oi, Flávio,
Valeu pela mensagem!
Já usei uns três termômetros digitais, mas eram muito sensíveis e não pareciam calibrados. Uma pena, porque era muito mais fácil ler a temperatura. Talvez se comprar um mais caro e de boa qualidade, funcione bem. Agora uso o de mercúrio, mesmo.
Uso o 5.2 pH e gosto bastante. Dos produtos químicos que você mencionou, só usei o One Step, pra sanitizar. É bom, mas prefiro ácido peracético. Os outros (star san, etc.) eu acho que eu não posso levar no avião comigo e por isso nunca comprei.
Abs,
Ricardo
em 29 de Abril de 2008 @ 17:46 6.Alexandre Sigolo disse:
Opa Ricardo! Beleza de equipamento/processo/técnica hein! Ficou bom o produto final, afinal? Bom minha questão é a seguinte: Por quê estes tempos de parada? A parte da parada de proteina e da sacarificação. O que acontece nesses intervalos?
Outra, como você calcula a OG? Durante seu procedimento você cita os valores de OG, isso é calculado no Beer Tools?
Valeu meu caro, bonito seu gesto de compartilhar o conhecimento. Assim a espécie humana floreceu e, veja só, é a única espécie a fazer cerveja.
em 18 de Setembro de 2009 @ 12:54 7.Paulo Bonilha disse:
Olá, Ricardo:
Parabéns pela explicação. Tentei comprar a bazooka no site que você falou e não há remessa para o Brasil. Como vc fêz?
Abs.
Paulo
em 16 de Novembro de 2009 @ 01:25 8.edo disse:
Olá Ricardo,
Parabéns pela dedicação em compartilhar informações e experiências.
Acabei de ler este seu belo artigo de 2007 e gostaria de fazer algumas perguntas:
1.) Você ainda usa este sistema de bazooca ou conseguiu algo melhor?
2.) Ele funciona bem em levas de 80~100 litros?
Abs,
Eduardo
em 7 de Dezembro de 2009 @ 17:28 9.rrosa disse:
Paulo,
Comprei lá fora e trouxe na bagagem. Mas tem outros sites que enviam pro Brasil, como a http://morebeer.com
Abs,
Ricardo
em 7 de Dezembro de 2009 @ 17:38 10.rrosa disse:
Eduardo,
Continuo usando a bazooka sim! É excelente. Agora passei meu equipamento para 40-50 litros e continua funcionando muito bem, sem nenhum problema e com a eficiência extremamente alta. Mas para 80-100 litros talvez seja melhor comprar umas duas ou três bazookas e acoplá-las juntas de alguma forma (por exemplo, três bazookas, com um T ligando elas e abrindo a ponta de uma delas para fazer a conexão).
Abs,
Ricardo
em 4 de Março de 2010 @ 20:44 11.Mário disse:
Oi Ricardo,
Muito interressante o post… varias informações utéis para quem deseja produzir cerveja de qualidade!!
Pergunto, como faço para descobrir o potencial de densidade dos maltes? saberia me informar se existe alguma forma de calcular a OG potencial dos maltes que tenho para a produção caseira?
Mais uma vez, parabéns pelas informações cedidas aos companheiros cervejeiros!
Abraços,
Mário
em 11 de Março de 2010 @ 16:47 12.rrosa disse:
Mário,
Dê uma olhada no meu última artigo, Extrato potencial e ficha de análise de malte, para essa questão da densidade potencial dos maltes.
Abs,
Ricardo
em 22 de Março de 2010 @ 22:50 13.Fabio disse:
Ricardo, essa bazooka não poderia ser feita com materiais encontrados no Brasil?
abs
em 7 de Abril de 2010 @ 14:21 14.rrosa disse:
Fabio,
Dá sim. Já vi algumas feitas aqui, mas não lembro quem fez pra indicar (pergunte em alguma lista como a da acerva carioca, veja como entrar na página http://www.acervacarioca.com.br). Mas dá pra fazer dobrando uma malha de aço inox e uma rosca apropriada.
Abs,
Ricardo
em 19 de Abril de 2010 @ 09:51 15.Marcos disse:
Ricardo,
estou pensando em instalar uma bazooka caseira na minha panela, mas não sei se vai funcionar tão bem quanto a sua, pois como eu percebi, na sua panela ela ficou bem rente ao fundo e na minha, ficará pelo menos uns 3 cm acima do fundo, em função do furo da válvula extratora. Você acha que a minha vai funcionar?
Abç e parabens pelos seus posts.
Marcos.
em 28 de Abril de 2010 @ 19:25 16.rrosa disse:
Olá, Marcos,
De fato é melhor que ela esteja mais rente ao fundo, pra “puxar” melhor o mosto na hora da lavagem. Ficando 3cm acima do fundo, a bazooka vai entortar (se for daquela malha inox flexível) e pode até arrebentar ou fechar a passagem. Mas só tentando pra ter certeza. Ou fazendo outro furo na panela e fechando esse com rosca.
Abs,
Ricardo